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Percurso pelas mudanças

Um diff é ordenado por caminho de arquivo, que quase nunca é a ordem em que a mudança faz sentido. O percurso reorganiza isso: edições relacionadas viram paradas, cada parada explica o que o código passa a fazer de diferente, e as paradas seguem uma ordem em que cada uma se apoia na anterior.

Ele explica e ordena. Não julga o seu código nem dá veredictos — isso é papel do Review.

Abra pelo ícone Percurso na barra direita ou pelo botão Percurso com IA nos painéis de mudanças e de pull request. Ambos apenas abrem o painel; nada é gerado até você apertar Gerar percurso.

Observações

Alguns passos trazem uma observação: algo com que você concorda ao aceitar a mudança e que só a explicação deixaria passar. A maioria dos passos não tem nenhuma.

TipoO que aponta
DecisãoUma decisão de produto ou de design que poderia ter sido outra
CustoAlgo que o projeto mantém daqui em diante, como código em outra linguagem ou uma nova dependência
LimitaçãoAlgo que os usuários ainda não conseguem fazer, ou verão falhar, depois da mudança
DiferençaDuas versões da mesma coisa se comportam de forma diferente, por exemplo em duas plataformas
Sem testeNenhum teste verifica a promessa principal da mudança

Observações afirmam fatos sobre a mudança e não dizem nada sobre o código estar certo. Procurar bugs é papel do Review. O motivo da mudança é deduzido do próprio código, de seus textos, documentação e testes, então uma descrição de pull request desatualizada não o engana.

O que dá para percorrer

EscopoO que inclui
Tudo sem commitTudo que ainda não está em commit: no stage, fora do stage e arquivos novos
No stageSó o que iria para um commit agora
Fora do stageÁrvore de trabalho e arquivos novos
Este branchTodos os commits do branch que não estão na base
Pull requestA mudança como ela existe no host (GitHub, GitLab, Gitea, Forgejo ou o último patchset do Gerrit)

Este branch não quer dizer “commits sem push”: é tudo o que o branch acrescenta à sua base, com push ou sem. Por isso, depois do commit e antes do push, ele e o pull request divergem de propósito: um mostra o que você fez, o outro o que os revisores veem agora.

Cada escopo é guardado separadamente, então alternar entre eles nunca perde nada.

Escolhendo o modelo

Os percursos usam o seu modelo pequeno por padrão. Escolha outro em Configurações → Sessões → Modelo do percurso de mudanças, ou apenas para uma revisão no cabeçalho do painel — útil quando a mudança é arriscada o bastante para merecer um modelo mais forte.

O seletor só oferece modelos capazes de devolver saída estruturada, porque sem ela o percurso não se monta. Se o modelo for pequeno demais para o diff, a geração é recusada com explicação em vez de cortar a entrada em silêncio: um percurso escrito sobre metade de um diff soa seguro e está errado.

Ao reabrir o painel você vê o modelo que produziu o que está na tela, então Gerar novamente repete com o mesmo, a menos que você troque.

Escolhendo o idioma

Os percursos são escritos no idioma da sua interface por padrão. O seletor de idioma no cabeçalho do painel começa por ele, e você pode escolher qualquer outro idioma para o qual o OpenChamber esteja traduzido para uma única revisão — uma explicação guiada só serve num idioma que você lê com folga.

Só a prosa é traduzida. Identificadores, caminhos de arquivo e nomes de API continuam exatamente como aparecem no seu código, então o que uma parada nomeia continua sendo o que você consegue buscar.

Se ainda não houver nada gerado no idioma escolhido, o painel não se esvazia: ele continua mostrando o percurso que tem e avisa. Toque em Gerar percurso para obtê-lo no novo idioma.

Custo e cache

Nada é gerado sozinho. A geração só começa quando você pede, e gerar de novo também é manual.

Os resultados ficam em cache pelo conteúdo exato do diff. Volte a árvore de trabalho para um estado anterior e aquele percurso retorna de graça, sem chamar o modelo. O idioma e o modelo fazem parte dessa chave, então cada combinação é guardada separadamente: quando um diff já tem percurso em dois idiomas, alternar entre eles é instantâneo e não custa nada.

A geração roda no servidor do OpenChamber, não na aba do navegador. Recarregue a página ou feche o painel e o trabalho continua; ao voltar, o resultado está esperando. Só Cancelar interrompe.

Honestidade sobre o que ficou velho

Cada parada está ancorada ao conteúdo exato do código que descreve, então o painel consegue avisar quando esse código mudou:

  • Etapas desatualizadas — o código que a parada descrevia mudou ou sumiu. O percurso continua aparecendo, marcado, para você decidir se regenera.
  • Sem cobertura — mudanças do diff atual que nenhuma parada descreve. Entram aí as edições feitas depois de gerar, as mudanças que o percurso considerou rotineiras e os arquivos de lock e outras saídas geradas, mantidas fora do modelo de propósito. Tudo aparece no fim, para que nada suma em silêncio. Um arquivo que o percurso deixou de fora traz uma nota de uma linha sobre o que mudou ali, por exemplo “Traduções dos novos textos”.

Regenerar não remenda, reescreve: o percurso anterior vai ao modelo como contexto, o que ainda é verdade permanece, e tudo é reancorado no código atual. Gerar de novo com outro modelo ou em outro idioma começa do zero, então você recebe a leitura própria desse modelo.

Notas

  • Você pode comentar qualquer linha como na visão de diff; os comentários se anexam ao campo do chat. Para comentar um arquivo inteiro, use o ícone de comentário no cabeçalho dele; o comentário indica o pull request, o commit ou o branch de onde veio.
  • Disponível em desktop, tablet e celular. No celular, toque no ícone Percurso no topo do painel de mudanças; ele cobre o que a lista mostra. Não é oferecido na extensão do VS Code.
  • Percorrer um pull request exige uma conta conectada no host do repositório. Veja Hosts Git.
  • Adicione suas preferências de tom e ênfase em Configurações → Magic Prompts → Percurso pelas mudanças.

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